China: missão cumprida. Após o término dos trabalhos por aqui, decidimos voltar. Vamos embora totalmente realizados com a experiência e igualmente felizes em voltar ao Brasil.
Mas, é claro, ainda rola aquela viagem! Depois de muita conversa e muita pesquisa, chegamos ao itinerário perfeito. Tudo começa na Tailândia, em Bangkok, parece destino mas começar por lá faz tudo ficar mais barato. Ficaremos um ou dois dias em Bangkok e logo em seguida vamos para a Indonésia. Depois da Indonésia vamos para Cambodia, Nepal e voltamos para o sul da Tailândia, dessa vez Koh Samui, Koh Tao e outros lugares. Avião, teco-teco, trem, ônibus, tuk-tuk, táxi (se for barato, é claro), e assim a gente vai chegando nos lugares.
Voltamos para Shanghai no dia 31 de março, embarcamos para o Brasil no dia primeiro de abril (a há!) e 40 horas depois estamos em casa :) Durante a viagem vou tentar atualizar o blog. Até mais ver amigos!
E as festividades na China duraram mais do que a semana oficial de ano novo.
Alguns feriados não oficiais seguiram depois do ano novo, sempre repletos de fogos de artifício. Para ser sincera, fogos demais para o meu gosto e o de muita gente aqui também. Durante uma semana dormimos poucas horas por causa do barulho ensurdecedor.
Outro dia foi feriado de um Deus do dinheiro, então quanto mais fogos mais dinheiro no bolso! E imagina a promessa de mais dinheiro no bolso aqui na China? Ah meu amigo, aposto que em nenhum lugar do mundo isso tira as pessoas tão do sério.
Ante-ontem, dia 09, foi o feriado do festival da lanterna. É mole? Estouraram tantos fogos e, mais uma vez, sem a menor responsabilidade que acabaram tocando fogo em um luxuoso hotel recém construído em Beijing.
Neste incidente não houveram mortes. Mas, não é nada raro pessoas morrerem nas comemorações que acontecem por aqui, todos os anos. E é culpa dos chineses irresponsáveis que soltam fogos aonde bem entendem.
Posso continuar este post falando sobre a irresponsabilidade geral do povo daqui, como aconteceu na modificação do leite, dos remédios e até da ração de cachorro, provocando mortes. Mas isso não é novidade né? Se eles produzem alimentos e remédios de baixa qualidade e prejudiciais à saúde, imagina o Nike que você paga uma grana porque é um produto "Original" ? Controle de Qualidade? Inspeção? Normas? Hum... blá blá blá. (Esse assunto rende um blog inteiro)
Obs: Agora há pouco eu estava procurando informações sobre o incêndio do prédio em Pequim e "A Muralha de Proteção dos Jovens chineses versus a Internet" bloqueou o Google pra mim. Tem que ter paciência de monge!
Obs 2: Acho que depois deste post o blog vai ser bloqueado também.
Obs 3: Reportagem da grande jornalista Cláudia Trevisan sobre o "Incêndio, a Lei e a Censura". http://blog.estadao.com.br/blog/claudia/
Ninguém sabe ao certo a origem das tatuagens feitas com bambu. Muitos países asiáticos dizem ser o berço desta forma de arte, mas isso pode ter começado há mais de 3000 anos. Talvez nas Filipinas, onde encontraram múmias visimelmente tatuadas com esta técnica.
Já na Tailândia a origem foi nos templos budistas, onde os monges tatuavam (e ainda o fazem) orações pelo corpo.
Há muito tempo atrás esse tipo de tatuagem era 100% bambu, mas hoje a ponta afiada do bambu foi substituída por agulhas bem finas presas na ponta do graveto, o que possibilita o desenho de traços mais finos e exatos.
E qual a diferença entre tatuagem convencional (máquina) e a de bambu?
Bem, eu não sou especialista no assunto e além do mais nunca fiz uma tatuagem com máquina, mas posso dizer o que eu escutei e pesquisei sobre isso.
De 3 a 5 cinco agulhas (dependendo do desenho) são presas na ponta de uma vareta de bambu. Diferentemente da máquina, no bambu as agulhas ficam posicionadas em linha.
Com bastante precisão e firmeza o tatuador vai furando a pele e introduzindo a tinta. Muito pouco ou quase nada de sangramento, mesmo em tatuagens grandes - isso a gente viu, um cara fazendo uma tatuagem bem grande e nenhuma gotinha de sangue.
O pós-tatuagem também é diferente. Seguindo o princípio que a tatuagem feita com bambu é menos agressiva e menos profunda, não há necessidade de curativos nem cremes anti-inflamatórios. É só não passar sabonete no local e manter hidratado com vaselina por uma semana. Teoricamente não há problemas em entrar no mar ou pegar sol logo depois de ter feito a tatuagem, a não ser pelo fato de que você não pode passar protetor-solar no local.
Nós fizemos a tatuagem à noite e no outro dia de manhã já estávamos nadando no mar. E muita gente lá escolhe fazer com bambu por isso - cicratização mais fácil. Para nós, mesmo que a cicatrização deste tipo de tatuagem fosse mais demorada, ainda optaríamos por fazer dessa forma.
Assim que voltamos do mergulho vimos um pessoal fazendo Parasail em Loh Dalum Bay. É aquele paraquedas puxado por uma lancha.
Já estávamos afim de fazer há alguns dias e então compramos nossos tickets e deixamos os chinelos na areia. O Gilmar foi o primeiro e eu fui na lancha filmando.
Coloca as alças, puxa aqui, aperta lá e quando o cara grita "corre" tem que correr mesmo!
Sensação gostosa, visual fantástico.
Na minha vez o piloto ainda me deu de brinde um banho no meio do passeio, cai na água e antes do paraquedas mergulhar ele tacou a mão no acelerador e me puxou de novo. Confesso que enquanto eu descia eu ficava pensando comigo mesma "Meu Deus do Céu, vou me estourar nesses corais". Bom, eles eram bem fundos, mas olhando lá de cima não é bem assim mole não!
Mais um momento divertido. Fizemos um pequeno vídeo dos melhores momentos.
Saimos de manhã bem cedinho em direção ao primeiro ponto do mergulho, chamado Bida Nok. Durante o trajeto de 30 minutos até o local, nosso instrutor nos deu as orientações do que fazer e também do que não fazer, além dos sinais que devemos usar embaixo d'água.
No começo bate um pouco de medo em fazer alguma bobagem ou esquecer de fazer algo crucial como "jamais prender o fôlego" ou "equalizar a pressão na descida e na subida".
Era um instrutor a cada dois mergulhadores, o que torna o mergulho muito confortável e seguro.
Colocamos o cilindro, as máscaras, pé de pato, equipamentos checados pelo instrutor e pronto! Blupt!
Fomos descendo devagar, mais ou menos uns 5 metros. Lá embaixo fizemos alguns exercícios: limpar a máscara embaixo da água, soltar o respirador e buscá-lo, encher e esvaziar o colete.
Acho que fomos bons alunos porque rapidamente nos sentimos confiantes para continuar. É uma sensação incrível olhar para o lado e ver uma montanha cheia de vida, cheia de peixes. Descemos até 15 metros de profundidade e logo o instrutor nos sinalizou a presença de um tubarão. Ficamos ansiosos! Ele estava lá, no fundo, deitado na areia. Lindo. Este tubarão é chamado de "Tubarão-leopardo" ou "Tubarão-zebra" e não ataca pessoas.
Ainda perto de Phi Phi existe um ponto chamado "Shark Point"(Ponto dos tubarões) e dizem que é possível vê-los até mesmo de snorkel.
Alguns mergulhadores felizardos já tiveram a inexplicável experiência de nadar junto com um tubarão-baleia na Tailândia. Bom, eu imagino que isso aconteça em mergulhos mais profundos e em mar aberto. Quem sabe um dia? :)
Depois de 45 minutos voltamos para o barco para almoçar a descansar.
Início da tarde partimos para o segundo mergulho, agora em Phi Phi Leh, pertinho de Maya Bay. Neste segundo mergulho começamos descendo cuidadosamente os 15 metros (máximo para iniciantes) e depois seguimos atrás do instrutor. Passamos por dentro de uma caverna embaixo da ilha, sensacional.
Curtimos mais 45 minutos e depois subimos com cuidado.
Aí embaixo estão dois vídeos. O primeiro tem a gravação do nosso mergulho e o segundo é um vídeo com o melhor da vida marinha em Phi Phi.
Esta semana a China está comemorando a chegada do ano novo, mais especificamente a chegada do ano 4703. As festividades podem durar até 15 dias, mas oficialmente o feriado nacional é de uma semana. Para os chineses, o mais importante deste feriado, também chamado de Spring Festival, é estar junto com a família. Por isso fica difícil viajar na China esta semana, afinal estamos presenciando aqui o maior movimento migratório conhecido no mundo.
Na sexta-feira fizemos as compras para a semana, já que provavelmente os mercados e lojas estarão fechados.
A virada de ano aconteceu ontem, à meia noite do dia 25 de janeiro.
Eu e o Gilmar decidimos sair e procurar alguma comemoração. Antes disso, pesquisamos na internet e a única informação que encontramos é de que na virada o chinês fica em casa, com a família, e estoura seus fogos de artifício na frente de casa.
Saimos por volta das 23:00 e vimos uma Shanghai que certamente não veremos mais: quase vazia. Só nós, os laowais, e os porteiros dos prédios.
Fomos até um dos centros de Shanghai, subimos um elevado e assistimos um show de fogos de artifício - muito bonito.
Gilmar esperando os fogos de artifício
Voltando à pé, ainda assistimos mais fogos pelas esquinas...
O filme "A Praia", apesar da história ser fraca, mostrou Maya Bay para o mundo. Estava tudo combinado! Dia 29/12 às 15:00, o ponto de encontro era o Lemon Grass Restaurant. Havíamos reservado a nossa "vaga" no acampamento em Maya Bay. Maya Bay fica no miolo de Phi Phi Leh. Na foto abaixo dá pra ter uma idéia.
Phi Phi Leh
Chegamos no Lemon Grass e encontramos os colegas de acampamento (Italianos, Australianos, Irlandeses e também Brasileiros).
Saimos todos juntos de barco em direção à Maya Bay. Eram mais ou menos trinta pessoas entre turistas e a "equipe tailandesa profissional de acampamento".
No caminho passamos pela Viking Cave, uma caverna que fica nas encostas de Phi Phi Ley e onde mora uma família nativos. É, parece loucura mas é verdade. Fomos desencorajados de chegar muito perto porque os vikings lá não são bem de fazer amizade entende?
Viking Cave
Meia hora de barco e chegamos em Maya Bay. Os turistas que estavam na ilha já estavam indo embora e a ilha ficou toda para nós. Paramos para fazer snorkel - corais lindos, peixes coloridos e cavernas onde não arriscamos entrar.
O barco grande não consegue chegar até a praia por causa dos corais, então pegamos um barco pequeno (chamado de Long Tail Boat) e fomos em 30 pessoas onde caberiam no máximo umas 10. Tinha gente pendurada até no motor do negócio.
Ufa, chegamos!
Todos ajeitaram suas mochilas embaixo de uma montanha que iria nos proteger em caso de chuva.
Antes de escurecer aproveitamos para conhecer a ilha e tomar um banho naquela baia de água quentinha e cristalina.
Voltamos para o acampamento e o Gilmar me disse: vou lá comprar cerveja pra nós e para os brasileiros, quem sabe a gente faz amizade né? Ele voltou com a cerveja, sentamos perto dos brasileiros (eram dois casais). Daí uma das meninas olhou pra nós e disse: "Nossa, o banheiro fica muito longe, vamos ficar sem tomar banho, também tá cheio de mosquito. Ao mesmo tempo que a gente tá no céu a gente também tá no inferno né". Imagina a minha cara nessa hora? Olhei para o Gilmar e falei: "Não, obrigada."
Fomos jantar e sentamos na mesa com os tailandeses e foi ali que a coisa ficou legal! Um dos tailandeses que trabalha no esquema do acampamento simpatizou com nós e decidiu dividir a comida dele com a gente (que era diferente da nossa - que não estava nada mal por sinal). Porque eu decidi comentar isso? Porque não foi simplesmente "Oi, vocês querem um pedaço?". Ele queria dar o peixe na nossa boca! E conseguiu! Depois dos primeiros pedaços eu esqueci os meus pensamentos iniciais ("Jesus, será que a mão dele tá limpa??") e, ali sim, a gente fez amizade.
A chuva estava caindo para valer e nós ficamos todos encostados na montanha. Trouxeram o violão e a diversão foi garantida por algumas horas.
Acampamento em Maya Bay
Infelizmente me apertou a vontade de fazer xixi. Eu nunca iria achar o banheiro naquela escuridão, então decidi ir no mar mesmo. Comecei a entrar no mar e de repente vi a água em volta de mim brilhando. "Que isso!!? E eu nem gostei daquele negócio de whisky lá.."
Voltei correndo, ainda apurada, e chamei o Gilmar: Vem ver, a água tá brilhando!! E ele viu também. E os outros viram também. É isso é um plâncton que ao ser "agitado" provoca bioluminescência. E é lindo de ver! Corremos na água, jogamos água para o alto e ela brilhava como se houvessem centenas de vagalumes mergulhadores!
No filme "A Praia" há uma cena que mostra isso.
Pra mim, essa foi a melhor parte do acampamento.
A segunda melhor parte foi de manhã, quando vimos o dia clarear naquele paraíso e praticamente só eu e o Gilmar estávamos acordados e com condições de passear pela ilha as 05 da manhã.
Amanhecendo em Maya Bay
As fotos não ficaram muito boas porque eu levei só a máquina pequena. Mas o vídeo está em Full HD, ficou incrível!
Obs: Nem tudo foi um mar de rosas. A ilha ficou famosa, as pessoas começam a ir cada vez mais e os ratos também chegaram lá. A noite os desgraçados perdem o medo e dominam a ilha.Por isso, se você for lá eu tenho uma sugestão pra você: pague um piloteiro que ele te leva lá à noite para ver a água-brilhante, porque vale muito a pena. E vá de novo outro dia de manhã, bem cedinho.Se quiser acampar, esse é o site: http://www.mayabaycamping.com/
Bom, queriamos sair um pouco desse planeta, esquecer as buzinas, a poluição e tudo o que a gente vê todo dia.
Dizem que Phuket tem mais "cara" de cidade apesar das belas praias. Krabi parece ter lugares maravilhosos. Mas as ilhas Phi Phi nos conquistaram mesmo antes de começar a viagem. É um daqueles lugares que a gente chega, se apaixona e não quer mais ir embora. É considerado um dos melhores lugares do mundo para mergulho e escalada de rochas.
Voamos em direção do sul da Tailândia e descemos na cidade de Phuket. De lá, pegamos um barco que nos levou até a ilha de Koh Phi Phi, há 45 km para dentro do mar.
Chegando no píer e não sabiamos como ir até o hotel com aquelas malas, já que na ilha não tem carros.
Logo começamos a perceber a estrutura que a pequena ilha oferece: carrinhos de mão bem grandes são usados para levar as malas, um serviço oferecido pelos hotéis e pela gorjetinha merecida.
Tínhamos reservado um hotel com antecedência pois estávamos com medo de acabar dormindo na praia em função da alta temporada. Mas já no primeiro dia trocamos para um hotel 3 vezes mais barato e bem pertinho do mar. Afinal, pra quê hotel com piscina na Tailândia né? Isso nos fez economizar uma boa grana para aproveitar melhor o que a ilha oferece.
Abaixo está uma foto panorâmica que dá uma idéia de algumas das ilhas na região e também onde nós ficamos hospedados. (Clique na foto para ampliar)
Phi Phi Don De um lado da ilha está a baia Tonsai Bay. É uma praia muito gostosa, com vários restaurantes e hotéis beira mar. No outro lado fica Loh Dalum Bay e é onde nós ficamos hospedados. Vários bares a beira mar, shows de malabarismos com fogo e festa a noite toda. Nesta baia o mar é bem raso, é possível andar até 100 metros na água cristalina.
De um lado ao outro da ilha, bastam 5 minutos a pé. E o caminho é uma delícia: ruas estreitas e charmosas com restaurantes, casas de massagem, estúdios de tatuagem, barzinhos, escolas de mergulho, padarias, pub irlandês, farmácias, conveniências, e muitas lojinhas de roupas e souvenirs. Muitos gatos e cachorros dormem tranquilamente pelas ruelas. Imagina o quanto eu gostei?! Sem carros, sem buzina, sem poluição! E durante as nossas férias também não havia muitos turistas (economia fraca, fechamento do aeroporto de Bangkok, sabe como é..).
A ilha não é muito grande mas tem até hospital, ringue de boxe tailandes (muaitai) e barzinho com banda de rock.
Ainda em Phi Phi Don fica a praia Monkey Beach, e para chegar nela nós alugamos um kayak em Loh Dalum Bay.
Phi Phi Leh É uma outra ilha, menor e inacreditavelmente bonita. Phi Phi Leh é um parque ambiental protegido e é onde fica a famosa Maya Bay (do filme "A Praia").
Podíamos escolher passar o dia em alguma ilha menor, quase deserta, só descansado. Ou então atividades mais marcantes como mergulho com tubarões, vôo de paraquedas amarrado na lancha, kayaking, snorkel em corais gigantes, assistir ou até lutar muautai, acampamentos..
A noite era um agito. Bares, pubs, apresentações de muaitai, malabarismos com fogo na praia, cervejinha gelada com os tailandeses e muitas risadas.
Quanto ao preço de ficar em Koh Phi Phi, bem... é mais barato tomar uma cerveja olhando para a beleza de Loh Dalum Bay do que em um butequinho em Meia Praia.
Não posso deixar (de jeito nenhum!) de falar dos tailandeses. Vivem na simplicidade deles, na paz que faz daquele lugar uma lição de vida. Quando andávamos na praia, no final da tarde, as crianças vinham nos abraçar sem medo, sem vergonha, enquanto os adultos brincávam de embaixadinhas na imensa costa de areia que aparece em Loh Dalum Bay quando a maré está baixa.
É muito difícil você encontrar um lugar como Phi Phi, tão preparado para o turismo e ao mesmo tempo você não se sente explorado a cada garrafinha de água que compra. Onde a gentileza está mesmo onde não tem gorjeta.
Monkey Beach (A praia dos macacos)
No terceiro dia em Phi Phi pegamos um Kayak e fomos em direção a praia dos macacos. Dez minutos remando de Loh Dalum Bay e chegamos na praia.
Uma praia bem pequena de água cristalina. Alguns barcos de turistas e uma certa movimentação em uma parte específica da pequena praia: ali estavam os macacos, mais do que acostumado com humanos eles vinham até a praia pra ganhar comida.
Nos divertimos ali com eles, mas depois amarramos nossa mochila em uma árvore (afinal, os macacos são danados mesmo) e fomos tomar um banho naquela água morna e incrivelmente limpa.
Na hora de ir embora fui dar mais uma olhadinha nos macacos. Fiquei prestando atenção em um macaco gordo que estava mexendo na lata de lixo do barzinho que tem na praia. Ele tentou várias latinhas, virava elas mas não vinha nada. De repente o bicho vê um monte de latinhas em cima de uma mesa. Eram engradados grandes, e o macaco de bobo só tem a cara: pulou no engradado e pegou uma latinha de sprite. Assim que pegou a latinha, percebeu que ela era bem mais pesada do que aquelas na lixeira. Ágil e rápido ele subiu na árvore abraçado com a latinha, sentou no galho e começou a cutucar a lata até abrir um buraco. Abriu ela e tomou tudo na maior! Isso foi muito engraçado. Bom, dá uma olhada aí nas fotos e no vídeo que a gente fez :)
Quem acessou o vídeo do nosso último post, sobre Kanchanaburi, deve ter percebido que ele acaba sem mais nem menos. Pois é! O tal do Flickr vende serviços dizendo que hospeda vídeo e depois de pagar você tenta usar o serviço e descobre que há um limite de 90 segundos por vídeo.
Há alguns anos atrás nós tinhamos várias fotos em uma conta gratuíta que nos permitia 1 Gb de espaço. Então pagamos para ter mais espaço (contrato de 1 ano de espaço ilimitado). Acontece que depois desse 1 ano o Flickr volta a sua conta para 1 Gb de espaço e o resto que você tinha lá fica sequestrado até que você renove a assinatura.
Bom, quem mandou confiar no Flickr!!
Sobre o vídeo abaixo, já colocamos no youtube e está atualizado aqui no blog! Agora na íntegra:
Beleza natural indescrítivel. Pessoas incrivelmente doces. Budismo. Gastronomia maravilhosa. Elefantes.
Isso é um pouquinho da Tailândia.
Tivemos a oportunidade de ficar neste país por 10 dias, 8 deles no arquipélago Koh Phi Phi. É lá mesmo que fica aquela praia Maya Bay, do filme do filme "A Praia", onde inclusive nós acampamos.
Os últimos 10 dias foram intensos, por isso os próximos posts deste blog serão dedidados a esta experiência que, embora seja difícil colocar em palavras, eu vou tentar contar.
25/12/08 - Viagem
Depois de 4 horas de vôo, chegamos em Bangkok, e como previsto o aeroporto estava sem nenhum sinal das manifestações contra o governo. Fomos para o hotel.
26/12/08 - Kanchanaburi
Acordamos bem cedo e embarcamos na van rumo à Kanchanaburi, uma cidade que fica há 2 horas de Bangkok.
A história deste lugar é famosa e começa na segunda guerra mundial, quando a Tailândia aliou-se ao Japão. Os japoneses planejaram construir uma ferrovia para ligar a Tailândia à Mayanmar incluindo uma ponte sobre o rio Kwai Yai, em Kanchanaburi. A construção terminou em menos de três anos utilizando mão-de-obra forçada dos prisioneiros de guerra, e provocou a morte por maus-tratos ou doenças de 16 mil prisioneiros, além de 240 mil asiáticos.
Nossa primeira parada na cidade foi no cemitério de guerra (Kanchanaburi War Cemetery) com 6982 sepulturas de prisioneiros de guerra.
Depois caminhamos pela ponte do rio Kwai (The Death Railway).
E fomos em direção ao Tiger Temple, um lugar onde os monges criam tigres desde filhotes com cereais, leite e frango cozido. Pelo menos é o que eles dizem. Depois da viagem fui pesquisar no Google, existem denúncias contra a instituição. Mas também existem comentários que nada disso é verdade e que a instituição é séria. Uma coisa é certa: algum tipo de tranquilizante é usado nos tigres para que as pessoas possam chegar tão pertinho. Eles não estavam dormindo, mas estavam mais preguiçosos do que o normal.
Bom, só posso dizer que isso é o mais perto que a gente vai chegar de um tigre pelo resto vida!
Saindo do Tiger Temple fomos ao encontro dos elefantes. Passeamos com eles, até mesmo dentro do rio Kwai. São gigantes, dóceis, adoram carinho e bananas.
Por último pegamos uma canoa feita de bambu e fizemos bambu-rafting pelo rio Kwai.
O Natal aqui na China é diferente. Até porque a maioria esmagadora da população não é cristã, então para eles este é só mais um dia como qualquer outro. (Ah, eu esqueci de contar isso. Há um tempo atrás eu e o Gilmar fomos assistir uma missa em uma igreja católica - de arquitetura lindíssima. A missa era em chinês, daí complicou bastante).
Há árvores enfeitadas pelas ruas e pelos shoppings centers. Tudo meio High-tech demais. Também há alguns enfeites nos hotéis e adesivos de cabeça de papai noel colados nos vidros das lojas. Em alguns restaurantes estrangeiros (assim como a churrascaria Latina) estão fazendo propaganda da ceia de natal, mas os preços são bem salgados. No restaurante onde nós almoçamos diariamente tocam músicas natalinas em chinês.
Bom, eu e o Gilmar vamos nos reunir na casa do Gustavo, com a Marjurie, Lelê e Marcelo Marcelix e fazer a nossa ceia: frango, maionese, farofa, mousee de chocolate, morangos e jogar Uno.
No dia 25 voamos rumo à Bangkok. Até o dia 05 de janeiro estaremos na Tailândia brincando com tigres, passeando de elefante, curtindo Phi Phi Island, acampando em Maya Bay e muito mais!
Quando voltarmos esse blog vai ter muitas histórias novas.
Desejamos um feliz natal e um próspero 2009 a todos os nossos amigos, familiares e aqueles que por algum motivo visitam o nosso blog. Obrigada!
Este final de semana fomos para Xi'an, uma cidade que fica no centro da China, há 2 horas de avião de Shanghai.
Xi'an foi capital da China durante 11 dinastias ao longo de mais de 4000 anos. É lá que está o exército dos Guerreiros de Terracota, considerado patrimônio da humanidade pela Unesco. E nós estávamos muito ansiosos para ver isso de perto.
Esta viagem merece um post gigante porque foi realmente incrível conhecer este exército de estátuas.
Qin Shi Huang Di foi imperador da China e viveu de 259-210 antes de Cristo. Este mesmo imperador foi quem começou a construção da Grande Muralha, a maior construção civil do mundo. Qin acreditava na vida após a morte, e por isso decidiu que um exército iria acompanhá-lo e e protegê-lo pela eternidade. Segundo a nossa guia a primeira idéia de Qin era enterrar um exército vivo, mas como não iriam durar por muito tempo resolveu fabricar seus soldados de terra assada (terracotta).
Ele não estava disposto a poupar a vida de milhares de trabalhadores, que se sacrificaram para construir a Grande Muralha e os Guerreiros de Terracota. Acredita-se que foram necessários 700.000 trabalhadores durante 38 anos para construir o complexo onde estão os Guerreiros.
Os Guerreiros
Os guerreiros de terracota estão localizados em um complexo de 20.000 metros quadrados que fica há 30 Km do centro de Xi'an.
Eles foram descobertos por acaso em 1974, quando camponeses estavam cavando um poço atrás de água.
As figuras de terracota foram encontradas em três diferentes trincheiras, e uma quarta foi encontrada vazia. A trincheira maior, com mais de 6000 estátuas de soldados, carruagens e cavalos, representava a armada principal do imperador. A segunda trincheira contém cerca de 1400 figuras da cavalaria e infantaria, também com carros e cavalos e representava a guarda militar. A terceira continha a unidade de comando, com oficiais de alto nível, oficiais intermediários e um carro de guerra puxado por quatro cavalos.
Os soldados tem de 1,50 à 2 metros de altura. Os artesões que participaram do trabalho e que possuiam informações estratégicas foram mortos e enterrados no mesmo complexo.
Cada estátua é única e com feições bem detalhadas. Variavam em peso, roupa e penteado de acordo com a patente do guerreiro. Os soldados apresentam-se em rígida formação militar.
Recentes escavações encontraram também estátuas de civis, ao invés de militares. Acredita-se que são artistas que entretinham a corte dos imperadores com acrobacias, cantos, danças e outros espetáculos.
O imperador está enterrado há 1.5 Km dos soldados. Lá também foram enterradas as concumbinas, provavelmente ainda vivas.
Mas por que as estátuas estão quebradas?
Bom, as estátuas também costumavam ser pintadas, parecendo pessoas de verdade mesmo. Em poucas horas após serem desenterradas as cores oxidaram.
Mas muito antes disso, apenas 5 anos após a morte do imperador, inimigos do império atacaram este exército, roubaram as armas que as estátuas seguravam, quebraram as estátuas e depois atearam fogo. Também vários terremotos (inclusive o que aconteceu este ano) causaram danos.
Os restauradores vêm juntando os cacos e trabalhando nas estátuas desde a sua descoberta. Muitas estátuas ficaram sem alguma parte do corpo, principalmente a cabeça, por não conseguirem remontá-las.
Ver as estátuas ao vivo é inexplicável. Elas são obras de arte, bem detalhadas, não há uma igual a outra.
Elas estão sendo desenterradas progressivamente. Atualmente existe uma grande preocupação com novas escavações. As estátuas já desenterradas apresentam grande deteriorização. Por isso, muitas estátuas foram enterradas novamente e aguardam técnicas mais modernas de recuperação, para que não percam suas cores e acabem deterioradas.
A Muralha de Xi'an
Além dos Guerreiros de Terracota, Xi'an também tem uma muralha em volta do centro da cidade. Foi construída na Dinastia Ming de 1370 à 1378. A muralha de hoje tem uma circunferência de 14 quilômetros e uma altura de 12 metros. A grossura da muralha é de 18 metros vista de baixo e de 15 metros vista de cima. Além da muralha, construiu-se também um fosso cercando a cidade.
O vôo de Shanghai para Pequim levou 3 horas. No avião serviram salada, chá de jasmin, um pedaço de bolo de chantilly e umas coisas estranhas.
O hotel que escolhemos, Days inn forbidden city, é bem localizado e fica há 10 minutos a pé da Cidade Proibida (Forbidden City) e da Praça da Paz Celestial (Tiannamen Square).
Em Shanghai também tivemos a oportunidade de pegar carona em um táxi-bicicleta (um chinês carregando eu e o Gilmar em uma bike, parecia cena de escravidão).
21/11/2008 (Sexta-feira)
Cidade Proibida (Forbidden City)
A Cidade proibida é nada menos que 720 mil metros quadrados e que durante 500 anos foi a "casa" dos imperadores da China, suas 3000 mulheres (para cada imperador!), seus familiares e seus empregados.
Ao todo viviam nesta "cidade" cerca de 10.000 pessoas, presos por muros gigantes com proteções em todos os cantos. Somente o imperador e pessoas autorizadas podiam, eventualmente, sair e entrar na Cidade Proibida. Isso explica o nome do lugar.
É com certeza um dos lugares mais interessantes que já vimos.
Muito conhecido em Pequim, o Silk Market é um shopping de produtos falsificados. Segundo alguns sites, é o terceiro lugar mais visitado de Pequim, perdendo apenas para a Grande Muralha e a Cidade Proibida.
Durante as olimpíadas muitos atletas e famosos fizeram compras por lá.
Shanghai também tem estes lugares, mas o de Pequim é muito maior (5 andares). Nestes "shopping" você consegue comprar bolsas Dolce & Gabbana idênticas às originais por R$50,00 bem choradinhos.
Existem basicamente 3 tipos de produtos piratas: Os falsificados que são idênticos aos originais, os falsificados mal feitos e as marcas que imitam nome, logo, cores e slogan de outras marcas já famosas. Neste terceiro caso o exemplo mais ilustre de imitação é do Li-Ning, marca do atleta mais famoso da China - aquele que acendeu a tocha olímpica. O cara simplesmente pegou a marca Adidas e deixou da cara dele. O slogan da marca Li-Ning? "Anything is Possible".
(Pensa bem: a Adidas gastou milhões de dólares para aparecer nas olimpíadas, mas quem acendeu a tocha foi o Li-Ning. Essa foi f***!)
22/11/2008 (Sábado)
Grande Muralha (The Great Wall)
No sábado saimos bem cedo e fomos visitar as tumbas dos imperadores da dinastia Ming e, mais importante, a Grande Muralha.
(Uma dica para quem viaja pela primeira vez para Pequim - como nós. Não vá para a grande muralha com excursões. Você provavelmente encontrará algum ônibus ou transporte particular que te levará até a muralha sem precisar parar em lugares comerciais e perder o seu tempo).
A Grande Muralha começou a ser construída antes de Cristo, com o propósito de defender a China. Tem cerca de 6.350 kilômetros. Nós visitamos a sessão chamada "Badaling".
É muito legal estar lá e ver uma das sete maravilhas do mundo de perto.
É, os Estados Unidos quase que pertencem ao Japão e a China.
Hoje mesmo eu estava lendo a coluna da Cláudia Trevisan do jornal Estadão e me atualizei no assunto: A China agora passou do Japão.
Com o maior volume de reservas internacionais do mundo, a China ultrapassou o Japão e se tornou o principal financiador do déficit norte-americano, acumulando um total de US$ 585 bilhões em títulos do Tesouro em setembro.No mês de setembro, a China aumentou em US$ 43,6 bilhões o volume de títulos do Tesouro em seu poder, para US$ 585 bilhões, ultrapassando o Japão, que detém US$ 573,2 bilhões. De acordo com dados do Tesouro norte-americano, o Brasil manteve o quarto lugar entre os principais financiados dos Estados Unidos, com US$ 141,9 bilhões, abaixo da Inglaterra.A participação da China será crucial para os Estados Unidos obterem recursos para financiar o pacote de US$ 700 bilhões de socorro ao sistema financeiro aprovado no mês passado.
Diante disso, a China deita e rola falsificando e imitando as marcas americanas sem a menor preocupação. Um dia desses, passeando em uma loja de "1,99" aqui em Shanghai:
Estamos acompanhando a situação de Blumenau e região pela internet e através das nossas famílias e amigos. É muito triste para nós ver isso tudo de longe, sem poder ajudar.
Estamos rezando pelas pessoas que perderam suas casas, suas vidas. Blumenau já passou por isso e vai se levantar, mais forte e mais bonita, porque não há cidade melhor no mundo.
1) Os chineses falam alto demais. Não são poucas as vezes no dia em que eu tenho vontade de gritar com eles.
2) Pior do que falar alto é que a maioria das palavras tem sons nasais. Então além de falar alto eles são fanhos.
3) Eles limpam o nariz a qualquer hora em qualquer lugar. Essa história de que eles tem as unhas compridas por tradição é tudo conversa furada. É pela praticidade na hora de limpar o nariz e os ouvidos.
4) Quase todas as crianças não usam fraldas. Ao invés disso, usam roupinhas com uma abertura estratégica na bunda. Então, se a criança quiser fazer alguma coisa, os pais acham uma moita e ... voalá. 5) Os restaurantes chineses no Brasil (pelo menos aqueles que eu conheço) não servem, nem de perto, comida chinesa.
Comida chinesa mesmo é sem sal e mergulhada na pimenta. É de chorar em chinês.
6) Eles buzinam o tempo todo, por qualquer coisa.
7) Eles sabem fazer fila sim, não fazem porque são mal educados mesmo.
8) Os chineses não "cospem" nas ruas. Eles escarram em qualquer lugar. Não é uma cuspidinha assim de leve não. Eles puxam a coisa toda da alma, preparam na boca e despejam no chão. Quando a gente escuta aquela puxada forte ("ruuuóóóóóc"), o jeito é sair de perto da criatura pra não ficar no alvo.
9) Eles ficam admirados com os olhos azuis do Gilmar.
10) Os chineses só usam uma mão para contar com os dedos. Depois que passa do 5, começam os sinais sem lógica.
Domingo passado eu consegui machucar feio um músculo nas costas.
Optei pela medicina chinesa e fui a um hospital para fazer acupuntura.
A primeira coisa que eu fiz ao chegar no hospital, com a ajuda de uma amiga chinesa, foi preencher um formulário e fazer o meu cartão-hospital. Parece um cartão de crédito e que irá me identificar toda vez que eu for no hospital.
O médico então me examinou, fez algumas perguntas em inglês e eu fui até uma sala, deitei na cama e ele veio com as agulhas.
Espetou 4 agulhas em mim, 3 no ombro e uma no pulso e com uma pinça (eletrodo) ligou uma daz agulhas à energia elétrica.
Este método se chama eletro-acupuntura e serve para potencializar o tratamento em alguns casos.
Mas como funciona a acupuntura?
Consiste na aplicação de agulhas em pontos específicos do corpo. A agulha quando espetada nestes "Pontos" estimula áreas do cérebro como o Hipotálamo e a Hipófise, fazendo com que o organismo libere várias substâncias neurotransmissoras que exercem ações analgésica, antiinflamatória e relaxante.
Fiquei uns 10 minutos com as agulhas espetadas. O médico então tirou as agulhas rapidinho e veio com um maçarico e uns copos de vidro.
Eu pensei comigo: JESUS AMADO!
Pra minha sorte, ele não me queimou não.
Ele aplicou em mim a Ventosaterapia. É um outro método que através de recipientes de vidro promove sucção da pele e dos músculos superficiais. Esta sucção elimina as aderências entre a pele e a musculatura, ativando a circulção, descongestionando e desobstruindo assim o fluxo de energia nos meridianos.
Em outras palavras, ele coloca fogo dentro do copinho para tirar o oxigênio e gruda esse copinho no lugar afetado. O copinho vai sugando a pele e o músculo, como se fosse um beliscão muito forte. Um pouco dolorido.
Daí eu fiquei com umas marcas roxas assim:
A dor ainda não passou, voltei hoje ao hospital para fazer outra sessão e dessa vez doeu bastante porque a agulha deve ter acertado bem na lesão.
Se 200% de umidade relativa do ar fosse possível, essa seria Shanghai na tarde de hoje. É uma chuva...sem chuva. Como diria meu amigo Juliano, é igual mas diferente.
A visibilidade é mínima e tudo está muito molhado.
Fomos almoçar em casa, e até então não havia chovido. São 15 minutos a pé do trabalho ao apartamento. No caminho de volta o escritório caiu a chuvarada. Temos 4 guarda-chuvas e 2 capas de chuva para ciclista, mas é claro que estavam em qualquer outro lugar menos com nós.
De vez em quando saio do escritório, atravesso a rua, vou até o Ulove e compro milk-shake ou café expresso com grãos do Brasil. As meninas do Ulove já me conhecem, é só eu chegar que elas já vão procurando o cardápio em inglês. O máximo de palavras que eu consigo falar em chinês para elas é "oi", "obrigada", "eu quero tomar" e "tchau".
O engraçado de muitos restaurantes aqui na China é que eles tem nos letreiros e nos cardápios a versão em inglês, mas se você disser "Sprite", "Coke", ¨Big Mac", muitos não irão te entender. O jeito é apontar, sempre apontar para o que você quer, aí não tem erro (geralmente).
Voltando à tarde de hoje, decidi tirar umas fotos com o celular. Talvez dê para ter idéia da umidade.
"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV.Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu.Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor.Conhecer o frio para desfrutar do calor.E o oposto.Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto.Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver."